A Amazon Web Services (AWS) fez um anúncio revolucionário ao apresentar o Ocelot, o seu primeiro chip de computação quântica. Este protótipo simboliza um grande passo em direção ao desenvolvimento de uma arquitetura escalável e eficiente em hardware voltada para a correção de erros quânticos. Contando com nove qubits, sendo cinco do tipo “cat qubits” e quatro “transmons”, o Ocelot representa uma inovação significativa no cenário da engenharia e computação.
A Importância dos Cat Qubits e Transmons
O uso de cat qubits, juntamente com transmons, surge como uma técnica avançada para a correção de erros. Essa estratégia é fundamental, pois permite que apenas nove qubits sejam necessários para codificar um bit de informação corrigido por erros, em contrapartida aos cerca de 105 qubits requisitados por métodos convencionais. A capacidade de reduzir a quantidade de qubits necessários não só simplifica o design de chips quânticos como também viabiliza um futuro mais promissor para a computação quântica prática.
As Perspectivas dos Especialistas
Lideranças da AWS, como Oskar Painter, enfatizam que o Ocelot é apenas o início de uma arquitetura que promete ser tanto escalável quanto eficiente em termos de hardware. Importantes figuras na física, como Shruti Puri da Yale University, também fazem parte desse projeto inovador, ao lado de acadêmicos proeminentes do Caltech como John Preskill e Gil Refael. A colaboração entre o setor privado e instituições de ponta é crucial para impulsionar as inovações em computação quântica.
Desempenho e Eficiência de Erros
O desempenho do Ocelot é impressionante, sobretudo nas áreas de tempo de bit-flip, que alcança aproximadamente um segundo, e tempo de phase-flip, medido em 20 microssegundos. Estas métricas são significativas para a viabilidade de operações quânticas prolongadas e precisas. Com uma taxa de erro lógico total registrada em 1.72% por ciclo para o código de distância-3 e 1.65% por ciclo para o código de distância-5, o Ocelot se destaca em eficiência.
Comparações e Concorrência no Setor
Enquanto a AWS avança com o Ocelot, outras gigantes tecnológicas como Google e IBM também corridas na direção de soluções quânticas eficientes, mas com foco maior em transmons. Por outro lado, a Microsoft recentemente introduziu o Majorana 1, também um chip quântico, enquanto startups como a Alice & Bob na França exploram o potencial dos cat qubits. Essa concorrência impulsiona a inovação contínua, resultando em progresso acelerado na tecnologia quântica.
Impactos e Oportunidades
O desenvolvimento do Ocelot não é apenas um ganho em tecnologia; ele representa um salto econômico e social. Computadores quânticos com eficiência elevada para correção de erros prometem facilitar soluções para problemas complexos, otimizando indústrias e reduzindo custos operacionais em campos diversos como química, farmacêutica e logística. A computação quântica pode também mitigar a demanda por recursos tradicionais, promovendo avanços em sustentabilidade para a sociedade.
Reflexão do Time do Blog da Engenharia
- A computação quântica, através de protótipos como o Ocelot, aproxima-se de uma realidade onde sua aplicação prática se torne viável em grande escala.
- A sincronização entre acadêmicos e o setor privado é essencial para superar os desafios tecnológicos e expandir os horizontes da computação quântica.
- O mercado observa uma corrida de inovação em computação quântica, com o Ocelot trazendo novas oportunidades para a indústria de engenharia.
Via: https://interestingengineering.com/science/amazon-quantum-computing-chip-ocelot