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COVID 19 – Saneamento básico no combate a pandemia


Em 2020, o mundo se viu diante de uma pandemia, todo mundo literalmente encurralado pelo vírus COVID 19. Milhares de pessoas se infectando e morrendo todos os dias por um vírus ainda desconhecido pela ciência. E a corrida contra o tempo começou. E o simples ato de lavar as mãos, se tornou um desafio!

Saneamento e covid 19
Fonte: Nghi Nguyen

Dessa maneira, de acordo com dados do SNIS de 2018, contatou-se que cerca de 51,9% da população brasileira não possui atendimento com saneamento. Continuamente, podemos enfatizar a questão de que, assim como o índice de doenças gastrointestinais é altíssimo devido à falta desse recurso essencial, o número agudo de infectados pelo COVID 19 também tem influência devido ao déficit de atendimento com saneamento. 

A realidade nua e crua do saneamento

Os números acima apresentados é o reflexo total de um país subdesenvolvido. Você tem noção que de 306,8 milhões de habitantes que havia no Brasil em 2018, 159,2 milhões não tem acesso a saneamento básico? 

Saneamento e covid 19

Em síntese, de acordo com o Trata Brasil, saneamento básico é um fator essencial para um país poder ser chamado de país desenvolvido. Uma coisa leva a outra, os serviços de saneamento trás melhoria na qualidade de vida, diminui a mortalidade infantil, melhora a educação, expande o turismo, valoriza imóveis e ajuda a preservar a natureza. 

Segundo o Ministério da Saúde (DATASUS), em 2017 foram 258 mil internações por doenças ligadas a falta de saneamento no país. Nos próximos vinte anos, estima-se um gasto de R$ 5,9 bilhões em despesas com saúde. 

Aprovado no dia 24 de junho de 2020, em meio a pandemia do COVID 19. O Marco Legal trouxe muita expectativa e novas esperanças para o saneamento no Brasil. E o fato mais curioso, é que depois de décadas sem grandes investimentos, em um momento de crise na saúde pública, acontece a aprovação.  

De acordo com Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS):

Universalizar o saneamento é uma questão urgente, com impactos sociais, ambientais e econômicos. Diz respeito, por exemplo, à saúde pública, expectativa de vida, educação e produtividade. Não é mais possível admitirmos que existem problemas do século XIX em pleno século XXI. 

Fonte: Odebrecht

A busca por essa universalização é de anos, porém é verídico que o momento de pandemia acelerou o processo. E a melhor forma de se manter bons hábitos de higiene, dentre elas é lavar a mão com água e sabão frequentemente. Um ato tão simples, porém, tão desafiador. Ficou mais escancarado o quão longe se pode chegar com um déficit não vencido. 

Plano B 

Em uma webmar promovida em 2020 pela organização Sanitation and Water All, apontou-se recomendações para enfrentar a crise em ambientes sujeitos a restrições no acesso à água, saneamento e higiene.  

  • Comunicação é essencial; 
  • É necessário promover coordenação para a tomada de decisão; 
  • Considerar os efeitos secundários; 
  • Garantir o abastecimento de água para a população. 

Um exemplo, é no Camboja e na Costa do Marfim, que para garantir a efetividade da comunicação, os governos elaboraram folders com histórias para crianças e carros de som que veiculam mensagens para as áreas mais afetadas com informações sobre sintomas e formas de prevenção da doença. 

No Brasil, uma das medidas emergenciais tomadas para regiões que tem acesso à saneamento, é a interrupção na suspensão do serviço por inadimplência. Assim com empresas de energia fizeram, conforme determinação Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). 

Em meio a um ritmo frenético de contaminação, a coordenação e organização é imprescindível em situação como essa. Até porque, de acordo com o Trata Brasil, a universalização do saneamento deve acontecer ainda apenas daqui 40 anos. Ou seja, ainda se tem muito chão para caminhar. 

Exacerbando deficiências 

A pandemia além de mostrar ainda mais problemas no setor da saúde, deixou claro que existem questões ainda mais sérias a serem enfrentadas. Dessa forma, desafiando ainda mais o enfrentamento do vírus.  

Portanto, a mensagem que a Sanitation water for All deixa é: água, saneamento e higiene são essenciais na mitigação e no enfrentamento do vírus.  

Saneamento e covid 19
Fonte: Jacob Kelvin.J

Em suma, é fato que não se pode falar de saúde sem envolver saneamento básico. Ou seja, apesar de o vírus ser altamente contagioso, o índice poderia ser menor e mais fácil de ser controlado se 100% da população tivesse acesso a água tratada e coleta de esgoto. Saneamento básico não é opção, é qualidade de vida!

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