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Microsoft e ONU criam programa para prever degradação ambiental

A Microsoft e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) desenvolveram o primeiro sistema de simulação virtual capaz de prever a degradação do meio ambiente e o futuro da Terra.

Rio de Janeiro - Área queimada no Parque Estadual da Pedra Branca, zona oeste da cidade (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
O sistema de simulação virtual será capaz de prever a degradação do meio ambiente e o futuro da Terra. Arquivo/Agência Brasil
A tecnologia de código aberto, denominada Madingley, permite que os cientistas conheçam como interagem todos os organismos em um dado ecossistema e respondam a perguntas-chave, informou o Pnuma em comunicado.
Quais serão os efeitos da ação humana sobre a natureza? Durante quanto tempo teremos recursos necessários à vida? O que aconteceria em um determinado ecossistema se se extinguisse uma abelha? Essas são algumas das perguntas a que se tentará dar resposta, aplicando o programa a qualquer sistema marinho ou terrestre.
“Madingley é uma nova tecnologia que oferece à comunidade científica e aos líderes mundiais uma ferramenta vital para prever como formas de desenvolvimento não sustentável podem afetar o mundo natural”, explicou o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner.

Sobre o software

Ecologistas, biólogos e cientistas ambientais da Microsoft Research e do Centro de Monitoramento da Conservação Mundial das Nações Unidas (UNEP-WCMC) trabalharam por três anos para desenvolver o primeiro GEM (General Ecosystem Model – Modelo geral de Ecossistema), um modelo que simula toda a vida na Terra (seja em terra ou no oceano). Este modelo é o primeiro a juntar todas as chaves dos processos biológicos que sustentam o ciclo de vida e o comportamento de todos os trilhões de organismos do planeta (alimentação, fotossíntese, metabolismo, reprodução, dispersão e morte), na tentativa de descobrir como estes processos levam à estrutura e à função de todo o ecossistema. Assim, este modelo se aplica a questões centrais em ecologia: como as interações entre plantas e animais conduzem o ecossistema que vemos ao nosso redor? Como estes ecossistemas variam ao redor do mundo? O que acontecerá a estes ecossistemas no futuro em resposta às pressões humanas? E como podemos mitigar ou reverter estes danos?
Chamado de “Modelo Madingley”, em homensagem ao vilarejo de mesmo nome em Cambridgeshire, no Reino Unido, o modelo agora á capaz de reproduzir características de um ecossistema que vemos no mundo real da pequena escala (quanto tempo mamíferos vivem) à larga escala (ecossistemas mais produtivos suportam mais herbívoros?). O modelo também pode criar novas predições que podem ser testadas acerca de como interações ecológicas entre organismos individuais moldam o mundo natural ao nosso redor.
Tudo isso é possível pois o Modelo Mandingley traz décadas de pesquisas em ecologia teórica e empírica. É um grande esforço afim de ajudar o mundo a lidar melhor com questões ambientais e evitar que o nosso querido planeta se degrade ainda mais.
Acesse o site oficial: www.madingleymodel.org
Com informações da Agência Brasil e The Madingley Model
 


+ Texto por Douglas Moura. Estudante de Engenharia Civil, saxofonista amador e programador auto-didata, acredita que pode mudar o mundo um passo de cada vez. Ama jazz, software livre e ciências exatas.


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