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Gerenciamento de perdas de água no Saneamento

Um dos assuntos que mais gosto de falar é sobre o saneamento. Não é à toa, que um dos meus primeiros artigos aqui no Blog da Engenharia foi sobre perdas de água. Dessa forma, decidi vir aqui novamente falar sobre esse assunto, porém com foco em atividades que fazem parte do gerenciamento e automaticamente redução das perdas de água. 

De antemão, de forma simples e objetiva, quando se fala em perdas de água no saneamento, é toda a água que sai de um sistema de tratamento, porém não chega na casa do consumidor. Isso se perde principalmente através de vazamentos.  

Então, em seguida irei apresentar a você, algumas das principais ações utilizadas em operações de saneamento para minimizar essas perdas. 

Fator de pesquisa de vazamentos 

Uma das principais atividades é a pesquisa de vazamentos não visíveis, através de equipamentos como o geofone e haste de escuta, por exemplo. Porém, como apoio existe um método de gerenciamento utilizando informações de vazões diárias do sistema. 

Dessa forma, o fator de pesquisa de vazamento, nada mais é do que a relação da vazão mínima noturna pela vazão média diária. Geralmente, pega-se o menor valor de vazão no período entre 00:00hr e 05:00hr.  

Fonte: Guias Práticos

Em suma, a teoria diz que quanto mais esse fator tender a 1,0 será maior a probabilidade de encontrar vazamentos economicamente detectáveis no sistema. Continuamente, caso o fator de pesquisa seja 0,30 o sistema de distribuição não terá vazamentos economicamente detectáveis.  

Então, esse é um tipo de atividade, que auxilia na rotina de um agente de pesquisa de vazamentos em uma operação de distribuição de água.  

Submedição em hidrômetros 

Outra atividade muito executada em operações, é a substituição preventiva de hidrômetros. Contudo, essas trocas são feitas utilizando como base a idade do medidor. Ou seja, conforme o tempo que o aparelho fica instalado ele automaticamente vai perdendo sua capacidade de medição. 

Fonte: Hydrom

Dessa forma, utiliza-se métodos analíticos para acompanhamento do parque de hidrômetros de um sistema. Em teoria, a vida útil ideal de um medidor velocimétrico ou volumétrico é de 5 anos. Mas, além da análise da idade, é verificado também o tipo de consumidor, por exemplo, ligações que consomem mais, qual o tipo de ligação, qual o retorno esse investimento terá e em quanto tempo.  

Gráfico de submedição relacionando o tempo de instalação e o desempenho do medidor

Em suma, essa é uma ação que requer um investimento maior, por isso é importante fazer uma análise de retorno do investimento. Dessa forma, focar primeiramente nos principais contribuintes do faturamento total de água na operação, e assim por diante. 

Controle de pressões

Essa sem sombra de dúvidas, é a ação mais básica e de certa obrigatoriedade em sistemas de distribuição de água. Ou seja, produzir conforme a demanda é essencial para redução de perdas.  

Então, esse controle de pressões acontece no CCO (Centro de Controle Operacional), onde geralmente usa-se como base pontos críticos de pressão, ou seja, locais onde se chega com a menor pressão do sistema inteiro.  

Fonte: G1

Em contrapartida, se faz o controle da saída também através do consumo. Mas como saber se está havendo consumo ou não? Através das vazões e pressões de saída, ou seja, quando a vazão começa a subir e a pressão reduzir quer dizer que o sistema está pedindo mais água. Em contrapartida, quando a vazão começa a reduzir e a pressão aumentar, quer dizer que o consumo de água está baixo. 

Tempo de intervenção em redes de água

Esse nome se dá a um indicador de gerenciamento de tempo, que nada mais é do que o tempo médio de atendimento a vazamentos em rede e ligações de água.  

Dessa forma, consegue-se observar o tempo que se demora para fazer um reparo, que começa a contar desde o momento em que se encontra o vazamento, quando uma ordem de serviço é gerada até o momento em que o conserto é executado. 

Essa é uma ótima forma de visualizar o rendimento das equipes de manutenção, e a eficiência no atendimento a esses serviços. Até porque quanto maior o tempo de atendimento, mais água se perde e automaticamente maior o índice de perdas de água. 

Fiscalização de ligações de água

Essa ação envolve agentes fiscais, que vão a campo fiscalizar ligações com possíveis indícios de fraude, ou seja, ligações feitas de forma clandestina diretamente na rede de água. Em geral, esse serviço deve ser feito de forma rotineira.  

E inicialmente as principais fiscalizações a serem feitas é em ligações suspensas, principalmente quando estão a muito tempo inativas. Além disso, as fiscalizações também são feitas através de hastes de escuta, que possibilita encontrar fraudes através de sons de passagem de água.  

Em suma, essa atividade trás muito resultado na redução de perdas, e cada operação deve encontrar a melhor estratégia para a execução da atividade. 

Engajamento nas perdas

Isso mesmo! Engajamento da equipe é a base para execução de ações de combate a perdas. Até porque, perdas é um problema de todos que estão no dia a dia do saneamento. 

Então, é importante partir das lideranças o envolvimento de todos em cima do assunto. Mostrar os resultados, dar treinamentos, conscientizar, mostrar a importância de cada um nas ações tomadas, os ganhos com cada atividade executada, e principalmente o impacto que as perdas de água causam. 

É importante ter consciência, de que toda a água perdida envolve um custo que pode ser revertido para investir no saneamento! 

 

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