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A tecnologia de mãos dadas com a acessibilidade – PARTE 1

No artigo passado (Clique aqui) sobre a importância da Engenharia sobre acessibilidade foi discutido muito sobre a função de eu e você, para o tema. Vamos agora falar mais sobre a tecnologia de mãos dadas com a acessibilidade, vem comigo!

São muitas as deficiências que podem acometer o ser humano, e para tal se entende como situações ou limitações que os impede de conseguir executar uma tarefa de maneira independente, precisando recorrer a tecnologia para acessibilidade.

As deficiências podem ser classificadas de três modos: momentâneas, temporárias e permanentes.

Momentânea: Quando se está segurando caixas, um bebê de colo, um animal de estimação e não consegue abrir a porta, chamar o elevador, acender luzes, por exemplo.

Temporária: Significa que temporariamente a se tem alguma limitação, por exemplo uso de muletas, bengala, bota ortopédica, entre outros.

Permanente: Quando se tem uma condição que não há perspectiva ou solução possível para ciência atual lhe devolver a sua autonomia, ou para isto tem um custo muito elevado.

Em cada uma dessas situações há possibilidades de lidar com elas com as ferramentas mais adequadas, e dependendo do tipo de deficiência também. O que podemos classificar entre quatro principais tipos, mas elas se estendem a partir de derivações dessas ou mesmo outros tipos. Essas classificações são visual, motora, auditiva, cognitiva.

Porcentagem da população por tipo e grau de dificuldade e deficiência Fonte: IBGE – Censo 2010.

Deficiência visual

É a que mais acomete brasileiros, sendo que como visto no gráfico acima, onde a que baixa visão que pode acometer certos ângulos de visão do indivíduo. Podendo comprometer visão periférica, lateral entre outros, como dificuldade de enxergar sob luz forte. Quando levado para grande dificuldade ou impossibilidade que está relacionado com a cegueira total.

BeNgala Eletrônica

Um dos instrumentos que auxilia deficientes visuais a se locomover com independência é uma bengala. No qual eles batem contra o chão tendo resposta de um obstáculo à sua frente. O problema acontece quando esse obstáculo é maior que a altura de sua cintura e não necessariamente com suporte no chão. 

Bengala eletronica
Pessoa usando bengala eletrônica

Para contornar essa situação, bengalas eletrônicas foram desenvolvidas, e contam com sensores, semelhantes aos de estacionamento de veículos (ultrassom) para alertar o usuário seja com vibração ou efeito sonoro. Um exemplo de uma pessoa utilizando uma bengala dessa pode ser visto na figura acima.

Óculos Guia

Avanços no processamento de imagens e inteligência artificial, fizeram com que fosse possível também o desenvolvimento de óculos que funcionam de maneira semelhante a um cão guia que mostra o caminho seguro para o indivíduo. 

Ele funciona analisando imagens em tempo real que são capturadas por câmeras de amplo ângulo de abertura, filtrando e removendo informações não necessárias e processando em tempo real através de algoritmos (modelos) baseados em inteligência artificial.

Óculos com camera e outros sensores integrados

Os modelos foram treinados para reconhecer uma gama muito grande de obstáculos e situações do cotidiano, como escadas e rampas, paredes, galhos de árvore entre outros. Desse modo, estímulos através de vibração nas hastes são providos ao usuário, bem como guia por áudio como se fosse um GPS.

O mesmo dispositivo pode auxiliar fazendo a leitura de textos e placas à medida que ele pode reconhecer os mesmos e fazer a tradução do mesmo para o áudio. Fazendo com que o usuário esteja em um ambiente de realidade aumentada explorando outros sentidos para entregar uma experiência semelhante ao de uma pessoa não deficiente.

Deficiência motora

A perda de habilidades motoras normalmente vindo de um acidente é um dos tipos de deficiências mais comuns, e também pode afetar grandemente as capacidades de uma pessoa, podendo a acometer de diferentes modos, como uma amputação de um ou mais membros, e em situações até múltiplos membros. Pode também causar uma paralisia dos membros inferiores (paraplegia) e ou dos quatro membros (tetraplegia).

Próteses

Próteses são ferramentas muito antigas já utilizadas por pessoas com tais deficiências e que podem lhes devolver uma certa independência, entretanto não totalmente os devolve os sentidos e é o que a novas tecnologias vem fazendo com que seja possível.

Esses novos dispositivos são muitas vezes construídos de modo customizado para cada pessoa, e o diferencial é que elas podem por exemplo não ser apenas mais um acessório substituto mecanicamente, possuindo duas vias de comunicação.

A primeira é das terminações nervosas na ponta de um braço amputado que são lidas e fazem com que a pessoa consiga movimentar mão, pulso e dedos com uma precisão muito boa, onde o dispositivo é construído com refinada engenharia biomédica, contendo atuadores muito precisos.

Prótese avançada para substituir antebraço e mão.

A segunda via são sensores de pressão acoplados aos dedos de mão de uma prótese, que trazem a sensação de tato de volta para o usuário, ou através de vibração ou comunicação também com sistema nervoso central.

Cadeira de rodas automatica

Outros avanços tecnológicos fazem com que seja possível que as pessoas que são paraplégicas ou tetraplégicas contem com uma cadeira de rodas motorizada e dotada de diferentes sensores, o que permite uma interação muito boa com o usuário e com o ambiente ao seu redor, proporcionando deslocamentos mesmo em escadas ou rampas inclinadas.

Tecnologia para acessibilidade
Cadeira de rodas automática/elétrica
Exoesqueleto

Exoesqueleto é um outro desenvolvimento que está ajudando a melhorar o deslocamento de pessoas com deficiências motoras. Fazendo com que uma estrutura de um material muito resistente e moldável de acordo com as articulações do corpo humano. Um controle com algoritmos avançados para estabilidade de balanço é executado.

Pessoa usando modelo de exoesqueleto

Uma segunda vantagem de um sistema desse tipo é que permite a pessoa que por impossibilidade patológica, volte a andar. Estimulando a movimentação e não atrofia dos músculos pós trauma por permanecer muito tempo em uma só posição.

Deficiência auditiva

A deficiência auditiva limita seus portadores da percepção dos sons do ambiente e principalmente inibe um dos canais mais importantes para comunicação. Pois devido a não poder ouvir a própria voz muitas vezes não conseguem também desenvolver a fala.

Uma solução que não é nova por parte de aparelhos de audição, que fazem com que os sons sejam captados por um dispositivo externo e então direcionados para o ouvido médio.

Esse tipo de aparelho auditivo é chamado de Implante Coclear, mais detalhes de como a cirurgia para instalação desse dispositivo é feita pode ser acompanhada no vídeo abaixo.

Entretanto há outros tipos de aparelhos auditivos possíveis, os quais não requerem uma cirurgia, e são instalados similarmente a um fone de ouvido. Podendo suprir uma dificuldade em ouvir quando esta limitação é de no máximo 70 dB. E como a tecnologia evolui a passos muito rápidos essa barreira pode ser superada em questão de tempo conforme novos dispositivos são desenvolvidos.

A integração dos aparelhos auditivos com outros dispositivos com Bluetooth, permite que outras funções sejam agregadas ao dispositivo como audio-descrição de ambientes. Útil para quando se tem um guia no local, entregando uma maior sensação de pertencimento ao usuário.  

Deficiência cognitiva

Uma deficiência que dado seu grau pode causar outros tipos de deficiências, como no caso do ilustre e conhecido físico inglês, Stephen Hawking. Ele tinha esclerose lateral amiotrófica, doença de Lou Gehrig. Que é uma doença cognitiva-motora que ao longo da sua vida foi avançando e causando mais e mais dificuldades.

Ele utilizava uma cadeira de rodas especial para se locomover, controlada por ele mesmo através de um joystick. E quando perdeu a capacidade de falar, utilizou um dispositivo que convertia a vibração de suas cordas vocais em sons através de um computador. 

As tecnologias para esse tipo de deficiência, são focadas em aprendizado principalmente, pois considerando que a limitação imposta faz com que seja difícil absorver e aprender coisas novas. Portanto mais estímulos sensoriais são necessários para que seja possível a memorização e aprendizado. Mais detalhes sobre essa parte podem ser encontrados na parte 2 deste artigo.

Tecnologia para todos

Qualquer que seja a deficiência a qual a pessoas esteja acometida, e seja ela momentânea, temporária ou permanente.  Há meios de a tecnologia auxiliar nessas situações, seja com locomoção, comunicação, segurança, ou ainda implementando possibilidades. Como a de chamar elevador, ligar lâmpadas enquanto se estiver com as mãos ocupadas utilizando a voz ou gestos com a cabeça.

Ligar e operar eletrodomésticos com controle da voz ou através de um computador ou smartphone é uma possibilidade muito interessante. Também para quem tem dificuldade com a operação deles, dando autonomia para as pessoas.

Enfim há implementações complexas e simples que podem ser feitas com tecnologias atualmente presentes e algumas que estão ensaiando seus primeiros passos. Como a captação de terminações nervosas. E as necessidades de todas as pessoas deveriam ser levadas em consideração sempre que for construído um novo empreendimento ou dispositivo. Fazendo com que as tecnologias de acessibilidade fiquem acessíveis de fato.

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