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A tecnologia de mãos dadas com a acessibilidade – PARTE 2

Bem vindo a parte 2  do artigo A tecnologia de mãos dadas com a acessibilidade (Parte 1 aqui). Continuando então com o tema do mês Setembro Verde, buscamos aqui no Blog da Engenharia unir forças para o foco na luta das pessoas com deficiência e inclusão social. Pois, sabemos que são várias as necessidades desses portadores, e que com isso encontram barreiras por onde passam.

Sendo assim, vamos falar nesse artigo sobre a importância da união de tecnologias, ferramentas acessíveis e inteligência artificial. A área do conhecimento com foco em eliminar essas barreiras dentro da universo tecnológico, é chamada de  Tecnologia Assistiva (TA).

Em síntese, é a área que busca, amplificar a participação, inclusão social, autonomia, qualidade de vida e independência das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzidas.

E para agregar ainda mais o mundo de inovações, vamos abordar aqui o uso de aplicativos acessíveis e agora também a onda das #hashtags de acessibilidade.

Você usa #hashtags de acessibilidade? Gostaria de entender como usar?

A princípio, estão mais presentes em nossas redes sociais. Com o fundamento de quebrar esses entraves, em especial para deficientes visuais.

Exemplo da: #Pracegover

Nesse sentido, essa hashtag, foi criada em 2012, pela professora Patrícia de Jesus. Que teve essa grande ideia com a funcionalidade em, fazer os videntes se darem conta que as pessoas com deficiência visual, também acessam as redes e que com essa iniciativa tenham o direito de acesso aos conteúdos visuais.


Ficou curioso de como pode ajudar? Vamos às dicas, compartilhada pela autora do projeto:

  1. Coloque a hashtag #PraCegoVer;
  2. Anuncie o tipo de imagem: fotografia, cartum, tirinha, ilustração…;
  3. Comece a descrever da esquerda para a direita, de cima para baixo (a ordem natural de escrita e leitura ocidental);
  4. Informe as cores: Fotografia em tons de cinza, em tons de sépia, em branco e preto [se a foto for colorida, não precisa informar “fotografia colorida”, porque você vai dizer as cores dos elementos da foto na descrição e a indicação ficará redundante. Se você já vai dizer que a moça está de casaco vermelho, ao lado de flores amarelas, não preciso dizer que a foto é colorida].
  5. Descreva todos os elementos de um determinado ponto da foto e só depois passo para o próximo ponto, criando uma sequência lógica.
  6. Descreva com períodos curtos [se posso falar com 3 palavras, não vou usar 5].
  7. Comece pelos elementos menos importantes, contextualizando a cena, e vá afunilando até chegar ao clímax, no ponto chave da imagem.

E quais são essas ferramentas tecnológicas acessíveis?

Antes de mais nada, ao falarmos de algumas dessas tecnologias, vamos aqui a um dado sobre o levantamento da BigDataCorpa 2020, em parceria com o Movimento Web para Todos. Onde revelou que, dos 14 milhões de sites brasileiros ativos, menos de 1% respeita critérios de acessibilidade. No caso de sites governamentais, o percentual é ainda menor, de 0,34%. (Agência do Brasil, 2020)

Fonte: www.marciotognere.com

Assim, não respeitando os parâmetros navegabilidade para pessoas com deficiência visual, auditiva, física, de fala, intelectual, de linguagem, de aprendizagem e neurológica. Como resultado, a importância desse debate, informações e a busca para inclusão com autonomia.

Vamos agora, mostrar algumas dessas tecnologias de fácil acesso e disponibilidade completamente gratuitas.

Guia de Rodas

Primordialmente, o aplicativo é  considerado o maior aplicativo de acessibilidade do Brasil. Foi criado em 2016, pelo idealizador Bruno Mahfuz que é cadeirante há 16 anos. Viu na sua dificuldade, e na falta de informações sobre acessibilidade local, a necessidade de criar algo que facilitasse a avaliação dessas acessibilidades.

Fonte: go.hurb.com

Sendo essa avaliação, feita pelos próprios usuários informam se certo estabelecimento é acessível, parcialmente acessível, não acessível ou se não foi avaliado. Podendo ser analisado qualquer local de interesse do público.

Logo após, ele ganhou o prêmio do World Summit Awards – WSA Mobile, premiação global organizada pela cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas). Na categoria, “Inclusão e Empoderamento”.

Está disponível para download nos sistemas Android e IOS.
Spread the Sign

Primeiramente, o app tem como interesse divulgar e tornar as línguas de sinais nacionais acessíveis às pessoas interessadas nessas línguas. Podendo ser surdas  sejam surdas ou ouvintes.

Fonte: spreadthesign.com.

Dessa forma, o STP é o maior dicionário de língua de sinais do mundo, com mais de duzentos mil gestos. Digitando uma palavra, é possível ver a tradução em mais de 25 idiomas, incluindo: Língua de Sinais Americana, Brasileira, Portuguesa, entre outras.  

Também disponível para download nos sistemas Android e IOS.

E agora?! Vamos juntos compartilhar desse artigo para que mais pessoas conheçam como ajudar e usufruir.

Inclusão é um direito daqueles que precisam, e incluir é um dever de todos. Letícia Butterfield.

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