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	<title>água Archives | Blog da Engenharia</title>
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	<description>Conhecimento Técnico que Transforma</description>
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	<title>água Archives | Blog da Engenharia</title>
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		<title>Água como tática de guerra e seus impactos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Keiji Feital Harano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 May 2022 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Hídrica]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como assim água sendo usada para tática de guerra? Saiba como a guerra impacta os recursos hídricos e vice-versa. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há mais de dois meses do início do conflito entre Rússia e Ucrânia já são vistos reflexos na economia e na política mundial. Além disso, de forma não menos importante, o meio ambiente e os recursos hídricos são diretamente impactados pelas guerras.</p>



<p>Nesta primeira parte do artigo, serão demonstradas as táticas utilizadas nas batalhas que envolvem o uso da água e dos recursos hídricos para retardar ou até enfraquecer as tropas inimigas. <strong><span class="has-inline-color has-red-color">Vamos lá?</span></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1000" height="553" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1000_F_489576838_5uGt1A3xWKCjGBJJztnO2V8dYvkynNYH-1.jpg" alt="" class="wp-image-82327" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1000_F_489576838_5uGt1A3xWKCjGBJJztnO2V8dYvkynNYH-1.jpg 1000w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1000_F_489576838_5uGt1A3xWKCjGBJJztnO2V8dYvkynNYH-1-300x166.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1000_F_489576838_5uGt1A3xWKCjGBJJztnO2V8dYvkynNYH-1-768x425.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1000_F_489576838_5uGt1A3xWKCjGBJJztnO2V8dYvkynNYH-1-18x10.jpg 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1000_F_489576838_5uGt1A3xWKCjGBJJztnO2V8dYvkynNYH-1-380x210.jpg 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1000_F_489576838_5uGt1A3xWKCjGBJJztnO2V8dYvkynNYH-1-800x442.jpg 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1000_F_489576838_5uGt1A3xWKCjGBJJztnO2V8dYvkynNYH-1-600x332.jpg 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption>Fonte: <a href="https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/ukraine-crisis-map-russia-us-middle-2129601548">Shutterstock</a></figcaption></figure>



<h3 id="o-que-sao-os-recursos-hidricos" class="wp-block-heading">O que são os recursos hídricos?</h3>



<p class="is-style-default">Primeiramente, antes de falar dos impactos e como são afetados, precisamos entender o que significa o termo recursos hídricos. Apesar de muitas pessoas acharem que recursos hídricos e água são a mesma coisa, há diferença em suas definições.</p>



<p>Segundo a <a href="https://www.embrapa.br/">EMBRAPA</a>, &#8220;a água é o elemento natural desvinculado de qualquer uso&#8221;. Já o recurso hídrico &#8220;é toda água, superficial ou subterrânea ligada à algum uso ou atividade, podendo também ser utilizada como um bem econômico&#8221;.</p>



<blockquote class="wp-block-quote cnvs-block-core-quote-1649806108808 is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Todo recurso hídrico é água, mas nem toda água é um recurso hídrico&#8221;.</p><cite><a href="https://www.embrapa.br/tema-manejo-de-recursos-hidricos/perguntas-e-respostas">EMBRAPA</a></cite></blockquote>



<p>Dessa forma, agora que você entendeu essa diferença, vamos ao que realmente interessa!</p>



<h3 id="ataques-contra-infraestruturas-hidricas" class="wp-block-heading">Ataques contra infraestruturas hídricas</h3>



<p>Uma das principais e mais antigas estratégias de guerra utilizada é o ataque a “infraestruturas críticas”. Nesta tática, os danos acarretam grandes prejuízos à população local, ocasionando a suspensão do acesso aos recursos básicos, tais como conexões (viários, aeroportos, portos, etc.), comunicação (rádio, antenas de televisão, internet, etc.), energia elétrica e a distribuição de água potável.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="632" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/3.jpg" alt="" class="wp-image-82241" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/3.jpg 1000w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/3-300x190.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/3-768x485.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/3-18x12.jpg 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/3-380x240.jpg 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/3-800x506.jpg 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/3-600x379.jpg 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption>Fonte: <a href="https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/water-steel-pipe-close-image-select-1119747365">Shutterstock</a></figcaption></figure>



<h4 id="historico" class="wp-block-heading">Histórico</h4>



<p>Conforme cita o portal G1, a prática de uso da desidratação e regulação da disponibilidade de água é uma prática recorrente nas histórias de guerra (Síria, Líbica, Iêmen, etc.), que teve seu primeiro registro na Guerra Peloponesa, 430 a.C.</p>



<p>Ainda, de acordo com o site <em><a href="https://www.worldwater.org/conflict/map/">Water Conflict Chronology</a></em> o primeiro registro foi na Mesopotamia (2500 a. C.). Na ocasião, Urlama, rei de Lagash, desviou água da região para canais da fronteira, secando e privando o abastecimento de regiões próximas de Umma. O site aponta que ao longo da história, já se identificaram ao menos 1.297 conflitos envolvendo a água.</p>



<h4 id="estrategia" class="wp-block-heading">Estratégia</h4>



<p>O uso dessa tática militar é empregue para forçar os moradores das regiões afetadas a deixarem e abandonarem seus lares de forma brutal, atingindo o principal pilar para a sobrevivência humana, <strong>o acesso à água.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="633" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/2.jpg" alt="Conflito" class="wp-image-82237" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/2.jpg 1000w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/2-300x190.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/2-768x486.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/2-18x12.jpg 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/2-380x241.jpg 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/2-800x506.jpg 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/2-600x380.jpg 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption> Fonte: <a href="https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/odessa-ukraine-april-18-russia-war-2147119071">Shutterstock</a> </figcaption></figure>



<p>Além disso, a utilização desta “arma” afeta as tropas defensivas, deixando-as com <strong>fome e sede,</strong> e consequentemente enfraquecendo todo o exército local. Assim, <strong>as cidades atacadas ficam mais acessíveis</strong> para que os exércitos avancem suas tropas sem a interferência de civis e com uma menor resistência das tropas inimigas.</p>



<h4 id="consequencia-na-guerra-atual" class="wp-block-heading">Consequência na guerra atual</h4>



<p>De acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) no mês passado <strong>mais de 1,4 milhões de pessoas já se encontravam sem acesso a água potável</strong>. Havendo a possibilidade de chegar a um nível de <strong>colapso total</strong>, com o risco de mais de 4,6 milhões ficarem desprovidos do recurso. </p>



<p>O fato se deve principalmente aos<strong> bombardeios e ataques que danificaram o sistema hídrico de abastecimento da Ucrânia</strong>, além é claro de ataques a fontes energéticas e as infraestruturas relacionadas, que <strong>impedem o bombeamento da água</strong> bruta e tratada.</p>



<h3 id="a-engenharia-hidrica-como-tatica-defensiva" class="wp-block-heading"><strong>A Engenharia Hídrica como tática defensiva</strong></h3>



<p> Outra forma utilizada recentemente na guerra Ucrânia x Rússia, é a <strong>emprego de itens de engenharia hídrica para retardar o avanço da tropa inimiga. </strong></p>



<h4 id="inundacao-de-grandes-areas" class="wp-block-heading"><strong>Inundação de grandes áreas</strong></h4>



<p>A princípio, esta tática  envolve a utilização de <strong>grandes estruturas de engenharia para inundar toda uma região</strong>, como a abertura ou o rompimento de comportas (em casos emergenciais).</p>



<p>Recentemente a Ucrânia <strong>utilizou a estratégia em um pequeno vilarejo chamado Demydiv</strong>, localizado ao norte de Kiev. A ação teve a intenção de <strong>retardar o avanço de tanques russos</strong> formando grandes áreas alagadas, para que as tropas não pudessem prosseguir.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Ukraine Released Water From a Hydroelectric Dam to Block Russian Advance" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/k9e4PFu-0ZE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>O plano teve um grande sucesso, desempenhando um papel <strong>fundamental na defesa da tentativa de tomar a capital Kiev pelos russos</strong>, além de que abriu oportunidades para a criação de emboscadas e táticas de cerco para o exército ucraniano.</p>



<p>Apesar dos impactos causados na região,<strong> os moradores entendem que o sacrifício foi um “mal necessário”, trazendo uma enorme vantagem ao seu país nesta guerra.</strong></p>



<h4 id="destruicao-de-pontes-e-travessias" class="wp-block-heading"><strong>Destruição de pontes e travessias</strong></h4>



<p>Do mesmo modo, a <strong>destruição das próprias infraestruturas do país</strong>, tem sido uma tática bastante empregada pelo exército ucraniano.</p>



<p>Por exemplo, <strong>a demolição de suas próprias pontes</strong>, fazendo com que a ofensiva se direcione por pontos específicos e estratégicos, muitas vezes havendo a necessidade da construção de pontes suspensas para atravessas os rios, <strong>facilitando a utilização de táticas de confronto defensivo e planejado</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="623" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1.jpg" alt="Rússia, Ucrânia" class="wp-image-82236" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1.jpg 1000w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1-300x187.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1-768x478.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1-18x12.jpg 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1-380x237.jpg 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1-800x498.jpg 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/1-600x374.jpg 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption>Fonte: <a href="https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/irpen-ukraine-april-25-2022-war-2149412139">Shutterstock</a></figcaption></figure>



<p>De acordo com o levantado pelo jornal <em>“New York Times”</em> já foram mais de 300 pontes destruídas, que somados aos danos ocasionados pelo exército atacante à outras infraestruturas <strong>já totalizam um prejuízo de mais de 85 bilhões de dólares ao país europeu.</strong></p>



<h3 id="conclusao" class="wp-block-heading">Conclusão</h3>



<p>Por fim, apesar das táticas trazerem vantagens para os exércitos, quem paga a conta é o meio ambiente, que por muitas vezes sofrem danos irreparáveis. Desta forma, na parte 2 deste artigo, serão apresentados os impactos na qualidade dos recursos hídricos, do meio ambiente e da saúde humana ocasionado pela utilização destas táticas de guerra.</p>



<h2 id="ja-sabia-das-taticas-militares-que-utilizam-a-agua-e-os-recursos-hidricos" class="cnvs-block-section-heading cnvs-block-section-heading-1652137439376 is-style-cnvs-block-section-heading-11 halignleft" >
	<span class="cnvs-section-title">
		<span>Já sabia das táticas militares que utilizam a água e os recursos hídricos?</span>
	</span>
</h2>



<p class="has-text-align-center"><strong><em>Compartilhe, comente, aguarde a Parte 2 e não deixe de seguir o Blog da Engenharia!</em></strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong><em><a href="https://blogdaengenharia.com/engenharia/engenharia-de-aquicultura/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-uso-de-sal-na-piscicultura/">Obrigado, e até a próxima!</a></em></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>ÁGUA &#8211; O MAIOR BEM DA VIDA</title>
		<link>https://blogdaengenharia.com/secoes/colunistas-blog-da-engenharia/agua-o-maior-bem-da-vida/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=agua-o-maior-bem-da-vida</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pamela Thaís Licheski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 17:34:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades da Engenharia]]></category>
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		<category><![CDATA[Você sabe qual a importância da água?]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabia que hoje, dia 22 de março comemora-se o Dia Mundial da Água? E por esse motivo,&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Você sabia que hoje, dia 22 de março comemora-se o <a href="https://blogdaengenharia.com/dia-mundial-da-agua-seu-uso-pela-engenharia-agricola/">Dia Mundial da Água</a>? E por esse motivo, decidi escrever esse artigo com algumas curiosidades e informações que você precisa saber sobre esse bem tão precioso e escasso!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Vamos lá!</strong></span></p>
<h3 id="planeta-agua" style="text-align: justify;"><strong>Planeta água</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A superfície da Terra é composta por 97,5% de <a href="https://blogdaengenharia.com/a-decada-do-oceano-comeca-com-voce/">oceanos</a> de água salgada, e por isso que ela é conhecida como planeta azul. Porém, esse alto volume não é totalmente adequado para consumo humano. Apenas 2,5% da água é doce e estão disponíveis para consumo, incluindo atividades como agricultura, pecuária, indústria, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-69403 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-pixabay-87651.jpg" alt="planeta água" width="2048" height="2048" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-pixabay-87651.jpg 2048w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-pixabay-87651-300x300.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-pixabay-87651-1024x1024.jpg 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-pixabay-87651-150x150.jpg 150w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-pixabay-87651-768x768.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-pixabay-87651-1536x1536.jpg 1536w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-pixabay-87651-180x180.jpg 180w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-pixabay-87651-400x400.jpg 400w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-pixabay-87651-600x600.jpg 600w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, a maior parte dessa água doce está indisponível por se encontrar na forma de gelo ou cobertura de neve nos polos e outras regiões que são um total de 2,08%. Além disso:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>0,29% é subterrânea;</li>
<li>0,009% é doce de lagos;</li>
<li>0,008 é salgada de lagos;</li>
<li>0,005% é misturada no solo;</li>
<li>0,00009% é de rios;</li>
<li>0,0009% é vapor d’água na atmosfera.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">E por fim, conclui-se que apenas 0,02% estão disponíveis para abastecimento de cidades.</p>
<h3 id="indices-de-consumo" style="text-align: justify;"><strong>Índices de consumo</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Toda a água doce disponível não é destinada apenas para utilização humana diretamente. Ela é destinada também para várias outras atividades, como:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>70% em agropecuária;</li>
<li>22% nas indústrias;</li>
<li>8% uso doméstico.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, devido ao Brasil ser um país forte em produção agropecuária, o consumo de água passa para 72%. Dessa maneira, verificamos que não é apenas as casas e comércios que devem racionalizar, mas também os setores primário e secundário.</p>
<p><figure id="attachment_69402" aria-describedby="caption-attachment-69402" style="width: 1000px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-69402 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/usos-da-agua.jpg" alt="" width="1000" height="735" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/usos-da-agua.jpg 1000w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/usos-da-agua-300x221.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/usos-da-agua-768x564.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption id="caption-attachment-69402" class="wp-caption-text">Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA)</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Continuamente, como exemplo desse grande número na agropecuária, para produzir 1 kg de carde de boi por exemplo, são utilizados cerca de 15,4 mil litros de água. Uma camiseta de algodão custa 2,5 mil litros, uma tonelada de aço leva 300 mil litros. Uma das campeãs no meio agrícola, é a <a href="https://blogdaengenharia.com/soja-brasileira-e-desmatamento-da-amazonia/">soja</a> que gasta 1,8 mil litros para cada quilo produzido.</p>
<h3 id="" style="text-align: justify;"><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-69406 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/economia-de-agua-674.png" alt="" width="674" height="1338" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/economia-de-agua-674.png 674w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/economia-de-agua-674-151x300.png 151w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/economia-de-agua-674-516x1024.png 516w" sizes="(max-width: 674px) 100vw, 674px" /></strong></h3>
<h3 id="ranking-de-atendimento-de-agua-no-brasil" style="text-align: justify;"><strong>Ranking de atendimento de água no Brasil</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Justamente hoje, o Instituto Trata Brasil divulgou o r<a href="http://www.tratabrasil.org.br/images/estudos/Ranking_saneamento_2021/Relat%C3%B3rio_-_Ranking_Trata_Brasil_2021_v2.pdf">elatório com o ranking do saneamento</a> com dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações Sobre o Saneamento) de 2019. Esse relatório, mostra dados como: nível de atendimento, melhoria de atendimento, nível de eficiência, investimentos, e dados detalhados de cada região do Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com dados do relatório, o indicador IN055 (Índice de atendimento total de água %), o mesmo pega uma amostra de 100 municípios brasileiros e indicou que em 2019 apenas 26 municípios possuíam 100% de atendimento total, 16 municípios com atendimento superior a 99%, e o menor percentual foi de 32,42% no município de Ananindeua (PA).</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, de acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas) a previsão é de que até 2050, aproximadamente 45% da população não terá quantidade mínima de água. Analogamente nos países subdesenvolvidos, cerca de 50% da população consome água poluída, em todo planeta pelo menos 2,2 milhões de pessoas morrem em decorrência de água contaminada.</p>
<h3 id="o-futuro-da-agua" style="text-align: justify;"><strong>O futuro da água</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A cada ano, aumenta cerca de 1% no consumo desse recurso desde a década de 1980, e a tendência é que esse número continue crescendo até 2050. Com o consumo aumentando, deveria haver o equilíbrio entre a demanda e a oferta.</p>
<p><figure id="attachment_69404" aria-describedby="caption-attachment-69404" style="width: 1707px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-69404 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-enric-cruz-lópez-6272202-scaled.jpg" alt="rio com água" width="1707" height="2560" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-enric-cruz-lópez-6272202-scaled.jpg 1707w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-enric-cruz-lópez-6272202-200x300.jpg 200w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-enric-cruz-lópez-6272202-683x1024.jpg 683w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-enric-cruz-lópez-6272202-768x1152.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-enric-cruz-lópez-6272202-1024x1536.jpg 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/pexels-enric-cruz-lópez-6272202-1365x2048.jpg 1365w" sizes="(max-width: 1707px) 100vw, 1707px" /><figcaption id="caption-attachment-69404" class="wp-caption-text">Fonte: Enric Cruz López</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, lembra aqueles 2,5% de água doce que falei no início? Então, se hoje o consumo é gigantesco e milhares de pessoas já não tem acesso a ela, você acha que daqui a 50 anos mesmo com investimentos em infraestrutura haverá água para toda a população?</p>
<p style="text-align: justify;">Se continuarmos nesse consumo e desperdício desenfreado, seus netos podem sofrer com a falta desse recurso essencial para a vida. Água é um recurso não renovável, cada gota que vai pelo ralo não voltará mais. Então, não apenas no dia de hoje, mas em todos os dias pense e trabalhe para que suas atitudes sejam positivas em relação a ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Sou engenheira civil, porém apaixonada por saneamento graças a oportunidade que tive em acompanhar de perto o processo de coletar e levar a água até a torneira das pessoas. E aqui entre nós, é muito gratificante participar disso de alguma forma, e se conscientizar ainda mais sobre o quão importante é protegermos esse <a href="https://blogdaengenharia.com/agua-um-bem-de-quem-e-para-quem/">recurso tão valioso</a>.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #3366ff;"><strong>Água: se souber usar, não vai faltar</strong></span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A Década do Oceano começa com você</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivanilson Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 11:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia de Pesca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que você vê quando olha o Mar? O ano de 2021 marca o início de uma nova&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">O que você vê quando olha o Mar? O ano de 2021 marca o início de uma nova década, a “Década do Oceano”, a década que você vai ouvir muito falar do Oceano, a década em que você será convidado a <a href="https://blogdaengenharia.com/dia-mundial-dos-oceanos-por-que-preservar/">se reconectar e a tornar-se Oceano</a>!</p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #ff0000"><em>Não adianta evitar, pois perto ou longe, todo mundo em todos os lugares depende do Oceano.</em></span></p>
<h3 id="mas-me-fala-voce-sabia-sobre-a-decada-do-oceano" style="text-align: justify"><strong>Mas me fala, você sabia sobre a Década do Oceano?</strong></h3>
<p style="text-align: justify">Não? Não acredito! Então deixe-me resumir para você! O objetivo da década é que – nos próximos dez anos – a humanidade aumente o seu conhecimento sobre as águas que cobrem 70% do nosso planeta Terra.</p>
<p style="text-align: justify">Neste artigo, aproveito o espaço da coluna de <a href="https://blogdaengenharia.com/?p=66895&amp;preview=true">Engenharia de Pesca</a> – <a href="https://blogdaengenharia.com/a-aquicultura-na-protecao-dos-oceanos/">uma das mais importantes profissões para a década</a> – para mostrar um pouco da imensidão da importância e do quanto a Década do Oceano é necessária.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><span style="color: #ff0000"><em>Aperte o cinto e vamos decolar!</em></span></strong></p>
<h3 id="antes-de-tudo-vamos-entender-como-tudo-comecou" style="text-align: justify"><strong>Antes de tudo, vamos entender como tudo começou?</strong></h3>
<p style="text-align: justify">Em 2015, a assembleia geral da <a href="https://www.un.org/en/">ONU</a> aprovou a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=j8L1CcanjT8">Agenda 2030</a> para o desenvolvimento sustentável. Nela foram decretados <a href="http://www.fao.org/sustainable-development-goals/goals/goal-1/en/">17 objetivos</a> que devem ser alcançados por todos as nações até 2030.</p>
<p><iframe title="UNESCO: The lab of ideas, the lab for change!" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/zt7l1Ky4-gQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify">A <a href="https://youtu.be/N3nnyj998BI">Vida na Água</a> é um dos 17 objetivos da Agenda 2030 e visa conservar e promover o uso sustentável do oceano, dos mares e dos recursos marinhos.</p>
<p style="text-align: justify">Em seguida, em 2016, a ONU concluiu a primeira avaliação mundial dos oceanos que apontou a urgência de gerenciar com sustentabilidade as atividades nesses ambientes.</p>
<p style="text-align: justify">Sendo assim, é atuar em prol da saúde oceânica, incentivando as pesquisas e as inovações tecnológicas voltadas para a limpeza, segurança e sustentabilidade dos oceanos.</p>
<p style="text-align: justify">Por isso, em 2017, foi proclamada a <a href="https://www.oceandecade.org/">Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável</a>, ou popularmente denominada “Década do Oceano”, a ser implantada de 2021 a 2030.</p>
<p><iframe title="Ocean Decade: The Science We Need for the Ocean We Want" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/mV5a094KBH4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify">Então, espera-se que nos próximos dez anos, a humanidade conheça mais sobre as águas, que recobre mais de 70% da Terra.</p>
<h3 id="mas-afinal-o-que-isso-significa" style="text-align: justify"><strong>Mas afinal, o que isso significa?</strong></h3>
<p style="text-align: justify">Isso significa que nos próximos 10 anos os países se unirão em prol das pesquisas e do conhecimento científico para proteção de um ambiente único que abraça a Terra em mais de 70%, que absorveu nos últimos 200 anos um terço do CO<sub>2</sub> produzido pelas atividades humanas e ainda 90% do excesso de calor no sistema climático.</p>
<p><iframe title="Conexão Oceano (Ocean Connection)" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/29LP-cEuuNo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify">Além disso, a Década do Oceano proporcionará uma oportunidade para criar um alicerce, por meio da interface ciência-política, para fortalecer a gestão dos nossos oceanos e zonas costeiras em benefício da humanidade.</p>
<p style="text-align: justify">Além disso, essa década proporcionará uma estrutura unificada, buscando possibilitar que os países atinjam todas as metas da Agenda 2030 relacionadas ao Oceano.</p>
<h3 id="quais-sao-as-metas-a-serem-alcancadas" style="text-align: justify"><strong>Quais são as metas a serem alcançadas?</strong></h3>
<p style="text-align: justify">A Década do Oceano é um movimento internacional para que tenhamos um oceano limpo, seguro, resiliente e saudável, previsível, produtivo e explorado de forma sustentável, transparente e acessível, cheio de vida, de ciência e trocas de conhecimento!</p>
<p style="text-align: justify">E a principal meta é facilitar a popularização do Oceano e deixar as coisas mais claras sobre a importância de sua valorização!</p>
<h3 id="razoes-motivadoras-para-o-inicio-da-decada-do-oceano" style="text-align: justify"><strong>Razões motivadoras para o início da Década do Oceano</strong></h3>
<p><iframe title="One Planet, One Ocean: Mobilizing Science to #SaveOurOcean" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/YyiuLwhUpH4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify">As principais razões para a década decretada pela ONU ter um olhar para o desenvolvimento da ciência oceânica são:</p>
<ul style="text-align: justify">
<li>Sequestra e armazena carbono produzido pela atividade humana;</li>
<li>Produz grande parte do oxigênio que respiramos;</li>
<li>Ajuda no transporte de calor e umidade;</li>
<li>Estabiliza o clima;</li>
<li>Serve de subsistência para bilhões de pessoas por fornecer recursos alimentares, minerais, energéticos, recreativos e culturais.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify">As diretrizes definidas ajudarão todos os países do mundo, principalmente o Brasil, a planejar ações a favor do ecossistema marinho-costeiro para serem executadas no período de 2021 a 2030.</p>
<h3 id="mas-a-decada-do-oceano-e-mesmo-necessaria" style="text-align: justify"><strong>Mas a Década do Oceano é mesmo necessária?</strong></h3>
<p>Sim!! Desde a metade do século XX, milhares de toneladas de vida marinha foram retiradas do mar e milhões de toneladas de resíduos foram despejados nele.</p>
<p style="text-align: justify">Além disso, desde 1950, metade dos recifes de coral em águas rasas de todo mundo desapareceram ou passaram a enfrentar um grande declínio.</p>
<p><figure id="attachment_68205" aria-describedby="caption-attachment-68205" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-68205 size-large" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ImageBank_Bleaching_TheOceanAgency_104-1024x678.jpg" alt="Década do Oceano" width="1024" height="678" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ImageBank_Bleaching_TheOceanAgency_104-1024x678.jpg 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ImageBank_Bleaching_TheOceanAgency_104-300x199.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ImageBank_Bleaching_TheOceanAgency_104-768x509.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ImageBank_Bleaching_TheOceanAgency_104-1536x1017.jpg 1536w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ImageBank_Bleaching_TheOceanAgency_104-2048x1356.jpg 2048w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ImageBank_Bleaching_TheOceanAgency_104-scaled.jpg 2560w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-68205" class="wp-caption-text">Branqueamento de corais. Fonte: https://www.coralreefimagebank.org/coral-bleaching</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify">Os corais de águas profundas estão sendo devastados por novas tecnologias, como o arrastão, cujo objetivo é a captura de peixes com décadas ou séculos de idade. Esses corais destruídos existem há milhares de anos. E nas últimas décadas, formaram-se centenas de zonas mortas em áreas costeiras!</p>
<p style="text-align: justify">Apesar de toda essa degradação, a <a href="https://www.noaa.gov/">NOAA</a> afirma que <a href="https://oceanservice.noaa.gov/facts/exploration.html#:~:text=The%20ocean%20is%20the%20lifeblood,commerce%2C%20growth%2C%20and%20inspiration.">mais de 80% do Oceano nunca foi mapeado, observado ou explorado</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Além disso, o <a href="https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000249373_por">Relatório Global sobre a ciência oceânica</a> relatou que a ciência oceânica é responsável por 0,04 a 4% dos gastos em pesquisa do mundo todo. Porém, os estudos vêm aumentando e apresentando grandes avanços, pois cada vez mais se percebe o quanto as atividades humanas dependem desse ambiente.</p>
<p><span style="color: #ff0000"><em>A Década do Oceano nos traz a esperança de uma ciência que precisamos para um oceano que queremos!</em></span></p>
<p style="text-align: justify">Portanto, o processo de desenvolvimento de ciência oceânica deve ainda se preocupar na tradução para a sociedade. Sem essa tradução o conhecimento para a população e para os tomadores de decisão, não é possível caminhar em direção ao uso sensato do Oceano, que é o que a década busca.</p>
<h3 id="mas-que-tipo-de-oceano-queremos" style="text-align: justify"><strong>Mas que tipo de oceano queremos?</strong></h3>
<p>E se pudéssemos escolher o que queremos para o Oceano, o que você escolheria?</p>
<p style="text-align: justify">A Década do Oceano, nos ajudará a obter o oceano <span style="color: #ff0000">que precisamos para o futuro que queremos</span>. Portanto, é preciso o envolvimento de diversas partes interessadas para criar novas ideias, soluções, parcerias e aplicações, tais como: cientistas, acadêmicos, governos, formuladores de políticas, empresas, indústria e sociedade civil.</p>
<p><iframe title="Conexão Oceano - Sylvia Earle&#039;s Message" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/pKVkFMeN-Y4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<h3 id="mas-afinal-como-posso-ajudar" style="text-align: justify"><strong>Mas afinal, como posso ajudar?</strong></h3>
<ul style="text-align: justify">
<li>Entre no <a href="http://www.oceandecade.org">site</a> ou pelo <a href="oceandecade@unesco.org">e-mail</a> da <a href="https://www.oceandecade.org/">Ocean Decade</a> e saiba mais informações;</li>
<li>Faça parte da <a href="https://www.oceandecade.org/">Ocean Decade</a>;</li>
<li>Faça a sua parte utilizando menos plásticos de uso único, reciclando materiais e reduzindo o consumo;</li>
<li>Movimente nas redes sociais em prol do Oceano;</li>
<li>Recrute seus amigos e familiares para se tornarem parte do movimento para salvar o Oceano.</li>
<li>Ajude ou firme parcerias com organizações líderes e influentes, como a <a href="https://www.instagram.com/paditv/">PADI</a>, <a href="https://www.instagram.com/sealegacy/">SeaLegacy</a>, <a href="https://www.instagram.com/greenpeace/">Greenpeace</a>, <a href="https://www.instagram.com/mission_blue/">Mission Blue</a>, <a href="https://www.instagram.com/projectaware/">Project AWARE</a>, <a href="https://www.instagram.com/theoceanfoundation/">The Ocean Foundation</a>, <a href="https://www.weareoneocean.org/">We Are One Ocean</a>, entre outras, para garantir uma mobilização da maneira mais eficaz possível.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #ff0000"><em>Nenhuma espécie inteligente de verdade iria destruir sua própria casa, o Oceano e Planeta! Oceano este, que devia ser o protagonista do dia de hoje por permitir a vida na Terra! Hoje, 2021, convido você, querido leitor, para uma reflexão sobre o que será diferente amanhã.</em></span></p>
<hr />
<p style="text-align: center">Leia mais artigos do <a href="https://blogdaengenharia.com/">Blog da Engenharia</a> e da coluna <a href="https://blogdaengenharia.com/editoria/engenharia-de-pesca/">Engenharia de Pesca</a>.</p>
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		<title>A água: do tratamento ao reúso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonjour]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Mar 2021 11:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Química]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos dias temos visto a população que reside no Rio de Janeiro reclamando dos aspectos visuais da&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Nos últimos dias temos visto a população que reside no Rio de Janeiro reclamando dos aspectos visuais da água com a presença de turbidez, odor e até mesmo a falta dela.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400"> Contudo, essa </span><span style="font-size: 1.21429rem">problemática da água</span><span style="font-size: 1.21429rem"> não é uma peculiaridade apenas do Rio, e também tivemos problemas anteriores com essa temática.</span><span style="font-weight: 400">Com o passar dos anos, a taxa de crescimento populacional tende a aumentar.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Como resultado, temos um maior consumo de água e uma maior produção de esgotos, tanto residuais quanto industriais. </span></p>
<h5 id="poderiamos-deixar-os-esgotos-de-lado-e-utilizarmos-agua-limpa" style="text-align: justify"><strong>Poderíamos deixar os esgotos de lado e utilizarmos água “limpa”?</strong></h5>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #ff6600"><em><span style="font-weight: 400">Sim! </span><span style="font-weight: 400">Porém, garanto que não é a melhor solução. </span></em></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Pois, apesar da superfície do nosso planeta ser 70 % água, cerca de 95% é água salgada, não sendo disponível para uso, o que torna esse recurso escasso.</span></p>
<p style="text-align: justify"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-67815" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ÁGUA-DOCE-distribuição.png" alt="porcentagem de água doce" width="806" height="508" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ÁGUA-DOCE-distribuição.png 806w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ÁGUA-DOCE-distribuição-300x189.png 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ÁGUA-DOCE-distribuição-768x484.png 768w" sizes="(max-width: 806px) 100vw, 806px" /></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400"> Já existem países que sofrem com a falta de água.</span></p>
<p style="text-align: justify"><img decoding="async" src="https://freshwaterwatch.thewaterhub.org/sites/default/files/water-availability-in-2025-pt.png" alt="Resultado de imagem para água pelo mundo" /></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Sendo assim, faz-se necessário o investimento em estações de tratamento e em novas técnicas para reutilização das águas.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Esse recurso para ser utilizado, tanto nas indústrias quanto para uso pessoal, passa por diversas etapas de tratamento e técnicas variadas.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400;color: #ff0000">Vamos conhecer todo o processo?</span></p>
<h3 id="principais-poluentes" style="text-align: justify"><strong>Principais poluentes</strong></h3>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">As águas oriundas de efluentes industriais como em residências possuem poluentes característicos a saber.</span></p>
<p style="text-align: justify"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-67817" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/contaminação-da-água.jpg" alt="contaminação da água" width="512" height="417" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/contaminação-da-água.jpg 512w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/contaminação-da-água-300x244.jpg 300w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Nas indústrias, os principais contaminantes são DBO, DQO, alcalinidade, pH, compostos nitrogenados, compostos fosforados, metais pesados, cor, suspensões e óleos.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Por outro lado, nos efluentes residuais também contamos com a presença de fármacos e resíduos orgânicos, pesticidas, dentre outros.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">O que encontra-se, em maior quantidade neste meio, são os esteróides.</span></p>
<p style="text-align: justify">Para ilustrar, olhem a tabela abaixo.</p>
<p><figure id="attachment_69218" aria-describedby="caption-attachment-69218" style="width: 475px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-69218" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/matriz-de-fármacos.jpg" alt="matriz de fármacos" width="475" height="826" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/matriz-de-fármacos.jpg 475w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/03/matriz-de-fármacos-173x300.jpg 173w" sizes="(max-width: 475px) 100vw, 475px" /><figcaption id="caption-attachment-69218" class="wp-caption-text">Matriz de fármacos. Fonte:http://quimicanova.sbq.org.br/</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Todavia, pode-se pensar que a presença desses últimos poluentes na água pode ser advinda principalmente do descarte incorreto tanto da população quanto das indústrias. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Porém, temos que levar em conta que os medicamentos que consumimos não são completamente metabolizados, sendo excretados através da urina e das fezes, que por sua vez, constituem o esgoto.</span></p>
<h3 id="metodos-de-tratamento-da-agua-nas-industrias" style="text-align: justify"><strong>Métodos de tratamento da água nas industrias</strong></h3>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">O tratamento de água proveniente da indústria passa, geralmente, por três etapas:</span></p>
<ul>
<li style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">A primeira etapa constitui tratamentos físicos na qual utiliza-se, por exemplo, a filtração e a sedimentação.</span></li>
<li style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Segundo, utiliza-se métodos biológicos para redução das concentrações de DBO e DQO presente na água.</span></li>
<li style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">E por fim, técnicas tais como a adsorção, troca iônica, membranas cristalização e evaporação.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Dentro dessas macrodivisões, podem ser empregadas técnicas mais específicas a depender do investimento e do grau de pureza que deseja-se ter. Essas metodologias seguem metodologias de operação diferentes.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Outros processos como osmose reversa e eletrodiálise já foram empregados com o intuito de promover a reutilização da água pela indústria.</span></p>
<h3 id="etapas-de-tratamento-da-agua-residual" style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Etapas de tratamento da água residual</span></h3>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Analogamente ao tratamento de água industrial, a água residual também passa por diversas etapas de tratamento, divididas em físicos, químicos e biológicos, até serem disponibilizadas para uso.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">As estações de tratamento de efluentes seguem, por convenção, etapas padrão de tratamento da água, por exemplo: cloração, ajuste e correção do pH, coagulação, floculação, decantação, filtração, fluoretação.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Contudo, a metodologia tradicional não garante sustentabilidade ao processo devido a limitações técnicas e econômicas. Em outras palavras, tais metodologias tendem apenas a concentrar o resíduo, podendo a vir a causar problemas ambientais com a eliminação dos rejeitos do tratamento.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Diante disso, novas técnicas vêm sendo estudadas para solução desta problemática.</span></p>
<h3 id="tecnicas-avancadas-no-tratamento-de-agua" style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Técnicas avançadas no tratamento de água </span></h3>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Dentre as novas metodologias para o tratamento da água, a que mais tem se destacado é através dos <strong>processos oxidativos</strong>.</span></p>
<p><figure style="width: 785px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://sites.usp.br/adox/wp-content/uploads/sites/84/2017/01/figurapoa.png" alt="Resultado de imagem para formação de radicais hidroxila" width="785" height="511" /><figcaption class="wp-caption-text">Processos Oxidativos Avançados</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Nesse estudo utiliza-se espécies transitórias (radicais) como precursor na reação de oxidação, por exemplo, radicais hidroxila (OH-) que possuem alto poder oxidante e pouca seletividade.</span></p>
<p><figure style="width: 424px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" style="font-size: 1.21429rem" src="https://sites.usp.br/adox/wp-content/uploads/sites/84/2016/03/oh.png" alt="Resultado de imagem para processos oxidativos avançados" width="424" height="300" /><figcaption class="wp-caption-text">Características do radical hidroxila</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Essas espécies são formadas através de process</span><span style="font-size: 1.21429rem">os fotoquímicos ou empregam alta energia, e, cada processo, possui um mecanismo de iniciação diferente.</span></p>
<h5 id="vamos-conhecer-de-forma-superficial-essa-nova-abordagem" style="text-align: justify"><strong>Vamos conhecer de forma superficial essa nova abordagem!?</strong></h5>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Primeiramente, vamos falar da fotólise. Neste processo, temos a utilização da radiação UV para promoção da formação de espécies oxidativas dentro do próprio meio como NO</span><span style="font-weight: 400">3</span><span style="font-weight: 400">&#8211;</span><span style="font-weight: 400"> e Fe</span><span style="font-weight: 400">3</span><span style="font-weight: 400">+</span><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Uma variação da utilização dos raios ultravioleta são a peroxidação foto-assistida onde tem-se a introdução no meio de peróxido de hidrogênio (H</span><span style="font-weight: 400">2</span><span style="font-weight: 400">O</span><span style="font-weight: 400">2</span><span style="font-weight: 400">), a famosa água oxigenada. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Outrossim, no processo foto-fenton, tem-se a “transformação” de Fe</span><span style="font-weight: 400">3</span><span style="font-weight: 400">+</span><span style="font-weight: 400"> em Fe</span><span style="font-weight: 400">2</span><span style="font-weight: 400">+</span><span style="font-weight: 400"> que promove a formação da hidroxila, através da clivagem do peróxido.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">E, por último, a utilização de dióxido de titânio como fotocatalisador.</span></p>
<h3 id="outras-metodologias-no-tratamento-da-agua" style="text-align: justify">Outras metodologias no tratamento da água.</h3>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Outras técnicas podem ser utilizadas, por exemplo: <a href="https://www.hielscher.com/pt/information-about-sonochemistry.htm">sonoquímica</a>, com o emprego do ultrassom que geram a implosão de bolhas formadas dentro do líquido liberando grande quantidade de energia. Nesse processo, a temperatura pode chegar a 5000 ºC e 1000 atm de pressão.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">A ozonólise, com o emprego de ozônio.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Por fim, pode-se gerar a cavitação do líquido e posterior colapso das cavidades geradas devido a expansão do líquido. Para isso, deve-se forçar a passagem do líquido através de orifícios, tubos venturi, turbinas onde obteremos um aumento da energia cinética e uma queda brusca de pressão.</span></p>
<h3 id="eficiencia-do-tratamento-de-efluentes" style="text-align: justify">Eficiência do tratamento de efluentes</h3>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Em suma, a técnica utilizada, como dito anteriormente, vai depender da disponibilidade econômica e de qual o objetivo do tratamento, ou seja, qual contaminante deseja-se remover.</span></p>
<p style="text-align: justify"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone" src="https://thumbs.dreamstime.com/b/figura-dos-desenhos-animados-com-setas-no-centro-do-alvo-83674340.jpg" alt="alvo na água" width="800" height="800" /></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Analogamente, ou se falar de eficiência no tratamento, deve-se levar em conta  o poluente que deseja-se remover, e se, no final do tratamento, a presença de contaminantes está dentro da faixa desejável e permitida para reuso.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Logo, é necessário fazer um estudo da matriz de contaminantes da água a ser tratada. E, no caso do Rio de Janeiro e afins, colocar em prática em caráter de urgência.</span></p>
<hr />
<p style="text-align: justify">Para saber mais dos acontecimentos no Rio de Janeiro, leiam o artigo no <a href="https://blogdaengenharia.com/a-polemica-da-agua-no-rio-de-janeiro/">link</a>.</p>
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