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Um relacionamento tóxico? Materiais e a nanoescala

A nanotoxicidade é uma área de grande importância na sociedade contemporânea e seu domínio é essencial para o desenvolvimento sustentável. Saiba mais neste artigo!

Antes de tudo, a toxicologia é a área da ciência que investiga a relação entre a composição química dos materiais e seus efeitos no meio ambiente e social. Ela estuda aspectos toxicológicos de novos elementos, substâncias e materiais, sendo primordial para o equilíbrio ambiental e a saúde social.

Com a nanotecnologia, esse fato não é diferente, já que os nanomateriais possuem comportamentos únicos e diferentes. Isso acaba tornando necessário o estudo de sua toxicologia por meio de pesquisas e difusão de conhecimentos.

Aspectos toxicológicos dos nanomateriais

Muitos materiais constituídos por, por exemplo, metais, óxidos e moléculas orgânicas estão sendo reduzidos para a escala nano, tornando-se nanopartículas ou materiais nanoencapsulados. Com isso, o comportamento toxicológico e os efeitos para a saúde dos organismos podem passar por alterações quando comparados ao que o mundo científico já conhece, ou seja, as propriedades e comportamentos dos materiais em escala macro (ou bulk).

Dentro da vasta variedade de produtos comercializados, os cosméticos, medicamentos e saneantes constituídos por nanotecnologia são comumente estudados para investigação da toxicidade dérmica, ocular e ingerida. Além disso, também existe o foco nos estudos de toxicidade e dependência com o tempo e efeitos no meio ambiente a partir do descarte dos produtos nanoestruturados.

nanoescala,
Materiais nanoencapsulados

Do ponto de vista da ciência toxicológica existem dois outros aspectos também bem importantes, que são o tempo de exposição e a matriz de aplicação. Dessa forma, quanto mais aderidas essas nanopartículas na matriz, menos liberadas são ao meio ambiente. Um exemplo prático dessa questão é na indústria têxtil, pois a toxicidade do nanomaterial ali incorporado está relacionado diretamente à resistência a lavagens.

Variáveis da nanotoxicologia e o espectro de aplicação desses materiais

Além das propriedades físico-químicas dos nanomateriais, deve-se investigar a magnitude, duração e a frequência de exposição. Além disso, deve-se levar em consideração a suscetibilidade dos organismos e as vias de introdução e contato com o biossistema. No mercado global já existem mais de 1.300 produtos nanotecnológicos e, espera-se que essa indústria alcance 100 mil toneladas na próxima década. Com isso, a regulamentação desses produtos deve deixar de ser limitada.

A dosagem reduzida dos nanomateriais em comparação com o mesmo material em escala macro se torna muito vantajoso. Um exemplo são os filtros de carvão ativado contendo nanopartículas de prata e velas cerâmicas para tratamento de água. Esses se mostram menos tóxicas e mais duráveis do que o uso de sais de prata já usados para desinfecção de águas.

Grupos que solucionam problemas de nanotoxicidade

O estudo da toxicidade de nanopartículas começou a ser relevante no Brasil no início do século XXI com a iniciativa do MCTI que começou a financiar e estimular estudos de toxicidade de materiais em escala nano.

Já a regulamentação de produtos nanotecnológicos vem sendo desenvolvida pelo FDA e estudos laboratoriais multidiciplinares por diversos pesquisadores e laboratórios, como o Linden (na UFSC, em Florianópolis -SC), CNPEM (Campinas-SP), entre outros.

Esses grupos que buscam solucionar os problemas de nanotoxicidade promovem cursos e soluções em torno da nanotecnologia e nanotoxicologia.

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No entanto, para saber mais sobre o tema, fica a dica de acessarem uma revisão bibliográfica publicada na revista Química Nova: “Os nanomateriais e a questão ambiental”, abordando o conhecimento atual sobre a interação dos nanomateriais com os diferentes ambientais, as técnicas de caracterização para efeitos tóxicos e muito mais.

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